Estou impressionada. Admirada. Obrigada aulas de literatura! Como todo bimestre, tenho um trabalho sobre livros que caem nos vestibulares. O livro da vez é a antologia poética de Carlos Drummond de Andrade. Nunca tinha feito seminário de poema, não fazia ideia de como começar. Mas google existe Jessica! Então fui procurar a analise de alguns poemas, peguei o livro na escola e bora estudar. Um poema mas lindo que o outro. Sinceramente, que maravilha! Estou descobrindo um mundo que jamais tinha pensado em visitar. Claro, não sou a interpretadora perfeita, ainda procuro os significados. Mas você lendo cada verso, você almeja saber o que o autor quis dizer com aquilo! Os melhores daqueles que li foram Ausência, Para Sempre, Quadrilha e o que escolhi para meu trabalho No meio do caminho.
Vou continuar lendo e descobrindo novos poemas instigantes 😁
Agora um poema que achei super minha cara:
VERBO SER
Carlos Drummond de Andrade
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.